quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Lanceiros na Guerra dos Farrapos

A Guerra dos Farrapos

Com o fim da Colônia, a Independência do Brasil e a constituição do Império, na primeira metade do século XIX, pouco mudou no cenário econômico e social do país.
Por muito tempo, a Guerra dos Farrapos foi considerada “revoltas regenciais” (compreende o reinado tampão dos regentes entre a abdicação de D. Pedro I e a maioridade de D. Pedro II). Porém, a verdade é que a Guerra dos Farrapos não é somente uma simples revolta (embora tenha iniciado como uma), mas uma guerra de independência de caráter liberal, influenciada pelos ideais humanistas e iluministas contidos na Revolução Francesa, na Independência dos EUA e no fim do domínio espanhol na região da Cisplatina.

O centralismo político e econômico que o Império Brasileiro constituiu, voltado à exportação (café, mineração e açúcar), colocava diversas regiões do país em desvantagem, por não fazerem parte desses ciclos produtivos.

O Rio Grande do Sul, que produzia o charque e o couro basicamente para o mercado interno, acabava prejudicado. Os produtos do Sul eram altamente tributados e enfrentavam concorrência desleal.

Líderes militares, latifundiários, caudilhos e intelectuais manifestavam insatisfação com a política imperial e pregavam maior autonomia política e econômica às províncias anos antes da Guerra. A maçonaria foi fundamental por difundir ideias iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade. A maioria desses líderes eram maçons, como Bento Gonçalves.

A nomeação de presidentes de província pela corte imperial mais o sentimento de não fazer “parte” do Brasil (já que a região que hoje compreende o Rio Grande do Sul sempre foi um território de disputa entre portugueses e espanhóis, nunca tendo sido de fato uma capitânia hereditária), foram os elementos necessários para conduzir a insurreição contra o Império.


Publicado por: Edison Moura
Fonte: Péricles Gomide Filho(Historiador e Asist. Técnico do Sindbancários)

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