segunda-feira, 30 de maio de 2011

Encontro Estadual de Blogueiros e Tuiteiros - RS

Neste fim de semana, realizou-se o 1º BlogProg-RS, na Câmara Municipal de Porto Alegre. Podemos afirmar que o evento BOMBOU, pois havia mais de 300 participantes, inclusive pessoas de fora do pais, como por exemplo do Uruguai, e o Movimento Negro esteve representado pelo José Antonio da Marcha Zumbi dos Palmares.O escritor deste Blog também esteve presente e gostaria de agradecer ao Pedro Loss, diretor do Sindbancários de Porto Alegre, pelo convite e ao mesmo tempo parabenizar o Pedro, que foi um dos organizadores do evento e no nome dele  parabenizar todos os organizadores deste importante acontecimento.






Todas as palestras  foram muito Interessantes, porém a que mais me chamou a atenção foi a do Renato Rovai-Blogueiro(Blog do Rovai,http://www.revistaforum.com.br/blog/) jornalista, editor da revista Forum, quando ele afirmou que a revolta no mundo Arabe, não seria possível se não fosse pela comunicação pela internet. É uma afirmação importante, ainda mais vinda de uma pessoa que estava no Egito, quando do início das manifestações contra Hosni Mubarak

Temos ainda, as recentes manifestações que se  realizam atualmente na Europa e receberam a ajuda de um poderoso "CANHÃO", no qual se transformou a comunicação, através das chamadas Redes Sociais. Ficou muito mais facil para os manifestantes marcarem os atos e se reunirem, rapidamente em determinados locais, dificultando ainda, a ação dos órgãos de repressão e também divulgando em tempo real as atitudes violentas das polícias e dos militares.

Portanto, é preciso que tenhamos a exata noção, desta fabulosa ferramenta, que esta colocada ao alcançe das pontas de nossos dedos, para que façamos as nossas denúncias contra a famigerada discriminação que, eu repito ainda é muito forte em nosso pais e também no mundo.

Também esteve presente, o chefe de gabinete do governador Tarso Genro, que por sinal é Afro-descendente e falou sobre a criação Gabinete Digital, que será mais um parceiro na luta pela Inclusão Digital, que é tão necessária para que multipliquemos o numero de Blogueiros e Tuiteiros, engajados na democratização "VERDADEIRA" da comunicação em nosso pais.



Ano que vem estaremos lá novamente.

Edison Moura
Dir. FETRAFI-RS

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Consciência Negra II


Consciência Negra




O povo negro vem sendo oprimido há séculos e, a CUT não poderia deixar de dar sua contribuição, no sentido de apoiar a luta do movimento negro para derrubar o MURO da desigualdade, que foi construído ao longo de todos estes anos e que ainda permanece no século 21. Para isso a Central única dos Trabalhadores, lançou  a CARTILHA DE IGUALDADE RACIAL, que procura esclarecer a sociedade sobre, como evitar que desde a infância seja cultivado o preconceito que pode se apresentar disfarçado na forma de HUMOR(piadinhas), ou mesmo em uma prática que infelizmente esta muito difundia entre os estudantes, desde as fases mais precoces, do ensino fundamental, estamos falando da FAMIGERADA prática conhecida como “BULLING”...
A cartilha também contém muitos dados técnicos, sobre as oportunidades oferecidas ao povo negro, no mercado de trabalho, oportunidades estas que são inversamente proporcionais ao tamanho da população no que tange à ETNIA.

DENUNCIA:
Recentemente, no mês de Março, fomos surpreendidos com a notícia de um jovem estudante baiano, que até onde sabemos, foi obrigado a abandonar a Universidade do Pampa(Unipampa), em Jaguarão, interior do RGS, para retornar ao seu estado natal e, como ele mesmo contou, chorando, aos repórteres:
“-O filho da lavadeira, vai voltar (COM UMA MÃO NA FRENTE E OUTRA ATRÁS) e não vai ter a chance de ser o primeiro de sua geração, em sua família, a levar pra sua mãe, um diploma de faculdade”.
Saibam companheir@s , que o sonho deste menino, esta sendo destruído, por conta da COR de sua pele ou talvez por seu penteado RASTAFARI ou ainda, pelo fato de ser homosexual assumido, acontece que algumas pessoas da cidade(Policiais Militares), alguns COVARDES e RACISTAS, sim covardes, pois mandaram correspondências anonimas, fazendo insultos e ameaças ao rapaz, de que este deveria voltar pra casa, sob pena de ser espancado ou coisa pior. Portanto não vamos aceitar a velha história, de que “NO BRASIL NÃO EXISTE RACISMO”, o Rio Grande do Sul é um dos estados mais racistas do Brasil, procuramos por matérias nos jornais locais (RBS e companhia...) e para nossa “SURPRESA” nada foi publicado, somente a TV Record, publicou reportagem sobre o caso. Os vídeos podem ser conferidos no link abaixo:

http://www.dignow.org/post/estado-acolhe-estudante-discriminado-no-sul-do-pais



Para finalizar, gostaria de parabenizar o Coletivo de Igualdade Racial da CUT-RS, do qual tive  a honra de ter participado, por esta importante iniciativa, no intuito de desmantelar a estrutura do RACISMO, que ainda está, sim, muito arraigada na sociedade gaucha.

Edison Moura
Diretor FETRAFI-RS

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Conceito de Racismo

O racismo é um preconceito contra um “grupo racial”, geralmente diferente daquele a que pertence o sujeito, e, como tal, é uma atitude subjectiva gerada por uma sequência de mecanismos sociais.
Um grupo social dominante, seja em aspectos econômicos ou numéricos, sente a necessidade de se distanciar de outro grupo que, por razões históricas, possui tradições ou comportamentos diferentes. A partir daí, esse grupo dominante constrói um mito sobre o outro grupo, que pode ser relacionado à crença de superioridade ou de iniquidade.
Nesse contexto, a falta de análise crítica, a aceitação cega do mito gerado dentro do próprio grupo e a necessidade de continuar ligado ao seu próprio grupo levam à propagação do mito ao longo das gerações. O mito torna-se, a partir de então, parte do “status quo”, fator responsável pela difusão de valores morais como o "certo" e o "errado", o "aceito" e o "não-aceito", o "bom" e o "ruim", entre outros. Esses valores são aceitos sem uma análise onto-axiológica do seu fundamento, propagando-se por influência da coerção social e se sustentando pelo pensamento conformista de que "sempre foi assim".
Finalmente, o mecanismo subliminar da aceitação permite mascarar o prejuízo em que se baseia a discriminação, fornecendo bases axiológicas para a sustentação de um algo maior, de posturas mais radicais, como as atitudes violentas e mesmo criminosas contra membros do outro grupo.
Convém ressaltar que o racismo nem sempre ocorre de forma explícita. Além disso, existem casos em que a prática do racismo é sustentada pelo aval dos objetos de preconceito na medida em que também se satiriza racialmente e/ou consente a prática racista, de uma forma geral. Muitas vezes o racismo é consequência de uma educação familiar racista e discriminatória.

Pescado de Wilkipedia

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Besouro Cordão de Ouro





A palavra capoeirista assombrava homens e mulheres, mas o velho escravo tio Alípio nutria grande admiração pelo filho de João Grosso e Maria Haifa. Era o menino Manoel Henrique que, desde cedo, aprendeu, com o mestre Alípio, os segredos da capoeira na rua do Trapiche de Baixo, em Santo Amaro da Purificação, sendo batizado como Besouro Mangangá por causa da sua facilidade em desaparecer quando a hora era para tal.
Muitos e grandiosos feitos lhe são atribuídos. Diziam que não gostava da polícia (que diversas vezes frustrou-se ao tentar prendê-lo), que tinha o "corpo fechado" e que balas e punhais não podiam feri-lo. Certa época, quando Besouro trabalhou numa usina, por não receber o ordenado, segurou o patrão pelo cavanhaque e o obrigou a pagar o que lhe devia.
As circunstâncias de sua morte são contraditórias. Há versões que afirmam que Besouro morreu em um confronto com a polícia; outras, que foi traído, com um ataque de faca pelas costas. Esta última é muito cantada e transmitida oralmente na capoeira. Um fazendeiro, conhecido por dr. Zeca, após seu filho Memeu ter apanhado de Besouro, armou uma cilada, mandando-o entregar um bilhete a um amigo que administrava a fazenda Maracangalha. Tal bilhete pedia para que seu portador fosse morto. Besouro, analfabeto, não pôde ler que aquele bilhete era endereçado ao seu assassino e que esclarecia que o portador era a vítima, ou seja, ele próprio. Assim, no dia seguinte, ao voltar para saber a resposta, quarenta soldados o estavam esperando. Um homem conhecido por Eusébio de Quibaca acertou-lhe nas costas com uma faca de tucum (ou ticum), um tipo de madeira, tida como a única arma capaz de matar um homem de corpo fechado.

 Cadê o Besouro

Canção muito conhecida na capoeira:
Besouro Mangangá era homem de corpo fechado
Bala não matava e navalha não lhe feria
Sentado ao pé da cruz enquanto a polícia o seguia
Desapareceu enquanto o tenente dizia

Cadê o Besouro
Cadê o Besouro
Cadê o Besouro
Chamado Cordão de Ouro

Besouro era um homem que admirava a valentia
Não aceitava a covardia maldade não admitia
Com a traição quebrou-se a feitiçaria
Mas a reza forte só Besouro quem sabia

Atrás de Besouro,
o tenente mandou a cavalaria
No estado da Bahia
E Besouro não sabia

Já de corpo aberto,
Fez sua feitiçaria
Cada golpe de Besouro
Era um homem que caía
Hoje, Besouro é conhecido como Cordão de Ouro, o exu das sete encruzilhadas. Está presente nos terreiros de Umbanda, onde incorpora em médiuns. Besouro, quando chega no terreiro, senta-se no chão em posição de lótus. Besouro, quando vem trabalhar, não gosta muito de conversar e gira nos seus protegidos calado.[carece de fontes?]

 Filme

Uma adaptação cinematográfica da história de Besouro, dirigida por João Daniel Tikhomiroff, estreou no Brasil no dia 30 de outubro de 2009. Besouro foi interpretado por Ailton Carmo. O trailer foi o de maior sucesso do cinema brasileiro no ano.

Pescado de Wilkipedia


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Demissões no Itaú

DIA NACIONAL DE LUTAS CONTRA AS DEMISSÕES NO ITAÚ

Na última quarta-feira o SindBancários, com a participação de Dirigentes Sindicais da Articulação Bancária de Porto Alegre, retardou a abertura de cinco agências do banco Itaú no centro da capital, em protesto ao grande número de despedidas de funcionários realizadas no último mês. O dia Nacional de Lutas foi um protesto de  denúncia contra as demissões, as metas abusivas impostas aos bancários, a jornada excessiva de trabalho dos funcionários e o desrespeito aos clientes.

Mesmo diante de um lucro líquido exorbitante de R$ 3,53 bilhões no primeiro trimestre de 2011, com crescimento maior que o ano anterior em 9,15%, o Itaú inicia uma campanha de redução do quadro funcional e prejudica o trabalho dentro das unidades, fragilizando e precarizando o atendimento aos clientes. Através da distribuição de uma Carta Aberta, todas estas denúncias foram publicizadas ao público geral, clientes, usuários e funcionários do Itaú.

No mês de maio já foram homologadas 15 despedidas somente na base do SindBancários, e as dispensas vêm ocorrendo desrespeitando o acordo firmado com o banco após a fusão realizada com o Unibanco, em que os funcionários teriam oportunidades para se adaptarem à nova estrutura,  inclusive podendo freqüentar o Centro de Realocação, buscando novas perspectivas de carreira dentro do banco. Ao invés do cumprimento do acordo feito com a CONTRAF-CUT e os sindicatos, o banco parte para o ataque aos seus funcionários implementando uma política de assédio moral através da cobrança exagerada por cumprimento de metas abusivas, acúmulo de funções por conta da falta de funcionários, uma jornada de trabalho bem além das 6 horas garantidas pela Convenção Coletiva de Trabalho dos Bancários, e não bastasse uma série de despedidas imotivadas.

Para Jairo Severo, funcionário do Itaú e Diretor do SindBancários, as despedidas podem estar relacionadas a uma política de eliminação de funcionários oriundos do Unibanco, com a pretensão de enxugar o quadro funcional, impedindo àqueles que se enquadram na pré-aposentadoria, possam obter o benefício da estabilidade. “Não podemos permitir que o Itaú desconsidere todo o tempo de serviço e dedicação que esses funcionários prestaram ao Unibanco. Precisamos garantir os direitos destes trabalhadores que serão jogados ao mercado de trabalho sem nenhuma perspectiva de retomada das suas carreiras”, afirma Severo.

Edson Moura, Diretor da FETRAFI-RS e também funcionário do Itaú, analisa as despedidas como um reposicionamento da política de RH do banco, que deverá apostar na contratação de novos funcionários com salários rebaixados em substituição a funcionários com maior tempo de serviço prestado ao banco.Vale lembrar que aqui em Porto Alegre temos um grupo de aproximadamente 50 bancários do Itaú, oriundos do Unibanco,,que são  lesionados(LER/DORT)* e portanto tiveram suas respectivas "CAPACIDADES LABORATIVAS"reduzidas em função de lesões adquiridas no exercício de suas funções dentro do próprio banco, temos ainda, dentro deste grupo, vários Afro-descendentes, bem como pessoas com "DEFICIÊNCIA", salientamos que a CONTRAF,* ,as Federações e os Sindicatos de Bancários, não vão admitir que estes trabalhadores tenham seus direitos desrespeitados e sejam, simplesmente, DESCARTADOS, neste sórdido processo.
"É um absurdo que toda uma história de envolvimento e dedicação ao banco sejam substituídos por uma ganância desenfreada das instituições financeiras, em especial do Itaú que tem sido um dos recordistas em lucratividade no Brasil”, desabafa Moura.



TEXTO: DIA NACIONAL DE LUTAS CONTRA DEMISSÕES NO ITAÚ
POR: Jorge Lucas (Articulação Bancária de Porto Alegre – SindBancários)
FOTOS: Jorge Lucas
CONTRAF: Confederação Nacional dos Trabalhadores em Instituições Financeiras.(Filiada a CUT)
LER: Lesão por Esforço Repetitivo
DORT: Doença Ocupacional Relacionada ao Trabalho

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O Almirante Negro 1º Parte

O Almirante Negro, glória a uma luta inglória
Há 100 anos terminava a Revolta da Chibata, movimento iniciado pelo marinheiro João Cândido, que se tornou herói popular ao se rebelar contra os maus tratos aplicados aos oficiais da Marinha no começo do século XX
por Sílvia Capanema P. de Almeida
(C) Augusto Malta / MIS-RJ
João Cândido lê os termos da anistia concedida pelo governo federal a alguns membros da revolta
Em novembro de 1910, um grupo de marinheiros da Armada brasileira rebelou-se no Rio de Janeiro, assumindo o controle dos principais navios da frota, os encouraçados Minas Gerais, São Paulo e Deodoro, além do cruzador Bahia. Os canhões foram apontados contra o palácio do Catete, na época a sede do poder federal. Esses marinheiros, na maioria negros, mulatos e migrantes nordestinos, pediam o fim dos castigos físicos, aplicados pelo uso da chibata, e melhores condições de trabalho na Marinha. Muitos desses rebeldes ficaram conhecidos pela imprensa em sua época. Posteriormente, o líder do levante, o marinheiro João Cândido, tornou-se uma figura simbólica reverenciada até hoje por uns, pouco conhecida do grande público e sem reconhecimento em seu universo de origem, a Marinha brasileira.

A revolta, que durou da noite do dia 22 até 26 de novembro de 1910, provocou pânico na população brasileira, sobretudo na cidade do Rio de Janeiro. Os jornais da época mostram que a população carioca teve o reflexo de fugir do centro da cidade e das regiões litorâneas, com medo dos canhões dos poderosos navios. Mesmo assim, uma parte da imprensa manifestou simpatia pelas reivindicações dos marinheiros.

O governo do marechal Hermes da Fonseca, que havia tomado posse uma semana antes da revolta na baía da Guanabara, experimentava com o evento sua primeira crise política. É importante lembrar que Hermes da Fonseca havia disputado uma concorrida campanha eleitoral contra Rui Barbosa, durante o ano de 1909 e início de 1910, quando houve uma mobilização de certos setores da população em torno das candidaturas de Hermes, defendida pelos militaristas, e Rui, apoiado pelos civilistas, segundo a terminologia da época. Esse clima de divisão seria retomado no Congresso com a revolta, havendo desconfiança e pressão de ambas as partes. Assim, o governo do marechal, ameaçado, criticado e enfraquecido, concedeu anistia aos rebeldes, mas o Estado autorizaria, poucos dias depois, a exclusão dos elementos “não desejáveis” à disciplina a bordo. Quase 1000 marinheiros foram excluídos da Marinha no início de dezembro do mesmo ano. Nesse mesmo mês, eclodiu uma nova rebelião cujas razões são pouco conhecidas, desta vez um levante dos fuzileiros navais. Essa segunda rebelião foi massacrada em poucas horas pelas forças oficiais da República brasileira.

 
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Sílvia Capanema P. de Almeida é jornalista e doutoranda em história na EHESS, Paris. Ensina na Universidade de Paris X, Nanterre.
Pescado de A História Viva
Silvia Capanema P. de Almeida
Jornalista e Doutoranda em História na EHESS, Paris
Ensina na Univarsidade de Paris X, Nanterre.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

PROGRAMA PRÓ-EQUIDADE DE GÊNERO E RAÇA




Quarta edição do Programa Pró-equidade de Gênero e Raça é lançada nesta terça-feira em Brasília

A Secretaria de Políticas para Mulheres lançou nesta terça-feira, 17 de maio, em Brasília, a 4ª edição do Programa Pró-equidade de Gênero e Raça. O principal objetivo é promover a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres nas organizações e empresas públicas e privadas. O projeto incentiva a adoção e desenvolvimento de novas práticas de gestão de pessoas para alcançar a equidade de gênero no mundo do trabalho e eliminar todas as formas de discriminação.

A cerimônia terá início às 18h e terá a presença da ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes. A diretora de administração e finanças da Fenae, Fabiana Matheus e o gerente de Responsabilidade Social Empresarial da FPC Participações Corporativas, David Borges, participarão deste evento.


Desde a sua primeira versão, em 2005, as adesões ao Programa vêm crescendo. Das 122 empresas e instituições inscritas, 92 receberam o selo. Em 2010, a Funcef recebeu o selo do programa Pró-Equidade de Gênero. A proposta partiu da conselheira eleita na Funcef e diretora da Fenae, Fabiana Matheus, e foi acolhida pelo Conselho Deliberativo da Fundação em setembro de 2009.

Selo pró-equidade

Ao aderirem ao programa as organizações passam a ser monitoradas e avaliadas, ao longo de 12 meses, quanto ao cumprimento dos propósitos do programa. É feita a comparação do passado com o presente, para se averiguar o porte e a natureza das mudanças na promoção de igualdade de oportunidades. Para receber o Selo Pró-Equidade de Gênero, é necessário o cumprimento de, no mínimo, 70% das ações pactuadas.

A primeira edição foi direcionada somente para empresas estatais do Governo Federal e contou com 15 adesões, das quais 11 receberam o Selo. A partir da 2ª edição o programa ampliou a participação para as empresas e instituições públicas e privadas, em função dos resultados positivos apresentados. Nesta edição, 36 organizações se inscreveram, e 23 foram premiadas.  A 3ª edição, lançada em 2009, contou com a participação de 71 organizações públicas e privadas, das quais 58 concluíram satisfatoriamente as ações e receberam o Selo em dezembro de 2010.

Pescado de FENAE NET
FENAE:Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal
FUNCEF: Fundação dos Economiários Federais(Também da Caixa Federal) 

terça-feira, 17 de maio de 2011

Mapa da Discriminação













































MAPA DA POPULAÇÃO NEGRA NO MERCADO DE TRABALHO

..... (Resenha realizada pelo DIEESE) Os resultados da pesquisa "Mapa da População Negra no Mercado de Trabalho" realizada pelo DIEESE para o INSPIR- Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial demonstram uma situação de reiterada desigualdade para os trabalhadores negros, de ambos os sexos, no mercado de trabalho das seis regiões metropolitanas estudadas. A coerência dos resultados em nível nacional revela que a discriminação racial é um fato cotidiano, interferindo em todos os espaços do mercado de trabalho brasileiro. Nenhum outro fato, que não a utilização de critérios discriminatórios baseados na cor dos indivíduos, pode explicar os indicadores sistematicamente desfavoráveis aos trabalhadores negros, seja qual for o aspecto considerado. Mais ainda, os resultados permitem concluir que a discriminação racial sobrepõe-se à discriminação por sexo, combinando-se a esta para constituir o cenário de aguda dificuldade em que vivem as mulheres negras, atingidas por ambas. As desigualdades no mercado de trabalho entre negros e não-negros
A comparação das taxas de desemprego nas diferentes regiões mostra que, em Salvador, a taxa de desemprego entre os negros é 45% maior que entre os não-negros, apresentando cerca de 8 pontos percentuais de diferença (25,7% entre os negros e 17,7% entre os não-negros). Em São Paulo, ocorre fenômeno semelhante, com uma distância de 40% entre as taxas de desemprego entre as duas raças. Ainda que em proporções elevadas, os menores diferenciais ocorrem no Distrito Federal e em Recife. No total das regiões, 50% dos desempregados são negros, o que corresponde a 1.479.000 pessoas, em 1998. Em Salvador, os negros são 86,4% dos desempregados e, em Recife e no Distrito Federal, cerca de 68%. Já em Porto Alegre, representam 15,4% do total de desempregados. Em São Paulo os negros desempregados são 650 mil pessoas e representam 40% dos desempregados desta região metropolitana.
Tabela 1 - Taxas de Desemprego segundo Raça Brasil - Regiões Metropolitanas 1998 (em %)
Regiões Metropolitanas Taxas de desemprego Diferença entre as taxas de negros e não-negros
Negros Não-negros
São Paulo 22,7 16,1 41%
Salvador 25,7 17,7 45%
Recife 23,0 19,1 20%
Distrito Federal 20,5 17,5 17%
Belo Horizonte 17,8 13,8 29%
Porto Alegre 20,6 15,2 35%
Fonte: DIEESE/SEADE e entidades regionais. PED - Pesquisa de Emprego e Desemprego Elaboração: DIEESE Obs.: Raça negra: pretos e pardos; raça não-negra: brancos e amarelos Nas regiões metropolitanas de São Paulo, Salvador e Porto Alegre, a cor discrimina mais no desemprego que o sexo do trabalhador, ou seja, as taxas de desemprego são maiores entre os homens e mulheres negros que entre as mulheres não-negras. O mesmo efeito discriminatório da cor se verifica na comparação entre as taxas de desemprego entre os homens negros e os não-negros. As maiores diferenças nestas taxas encontram-se em Salvador, onde o desemprego entre os homens negros é 57,9% maior que entre os homens não-negros, e em São Paulo, onde esta diferença é de 51,4%. Em todas as regiões, as mulheres negras apresentam as maiores taxas de desemprego. No entanto, as diferenças destas taxas entre as mulheres negras e não-negras são consideravelmente menores do que entre os homens, variando do maior patamar, 36,0% de diferença em Salvador, até o menor (6,7%), no Distrito Federal.
Tabela 2 - Taxas de Desemprego por Sexo segundo Raça Brasil - Regiões Metropolitanas 1998 (em %)
Regiões Metropolitanas Negros Não-negros Diferença entre as taxas
Mulheres Homens Mulheres Homens Mulheres negras e mulheres não-negras Homens negros e homens não-negros
São Paulo 25,0 20,9 19,2 13,8 19,6% 51,4%
Salvador 27,6 24,0 20,3 15,2 36,0% 57,9%
Recife 26,3 20,5 22,6 16,2 16,4% 26,6%
Distrito Federal 22,4 18,9 21,0 14,2 6,7% 33,1%
Belo Horizonte 20,5 15,8 16,8 11,5 22,0% 37,4%
Porto Alegre 22,7 19,2 18,1 13,1 25,4% 46,6%
Fonte: DIEESE/SEADE e entidades regionais. PED - Pesquisa de Emprego e Desemprego Elaboração: DIEESE Obs.: Raça negra: pretos e pardos; raça não-negra: brancos e amarelos O rendimento é o indicador fundamental em relação à qualidade de vida e trabalho. Este parâmetro define, por si, a situação social de um indivíduo ou um grupo e seus diferenciais indicam, de forma concreta, como a riqueza se distribui em uma sociedade. Os rendimentos dos trabalhadores e trabalhadoras negros são sistematicamente inferiores aos rendimentos dos não-negros, quaisquer que sejam as situações ou os atributos considerados. Expressam o conjunto de fatores que reúne desde a entrada precoce no mercado de trabalho, a maior inserção da população negra nos setores menos dinâmicos da economia, a elevada participação em postos de trabalho precários e em atividades não-qualificadas e as dificuldades que cercam as mulheres negras no trabalho. São o indicador, por excelência, dos resultados da combinação da pobreza, da desigualdade e da discriminação na constituição da sociedade brasileira. Em primeiro lugar, é necessário considerar que os patamares de rendimentos da população em geral são baixos. Mas, a desigualdade que caracteriza a situação dos negros mostra-se com bastante clareza quando comparados os rendimentos entre as duas raças, pois os dos negros são, em média, cerca de 60% dos auferidos pelos não-negros. Tomando como base os homens não-negros, que estão no topo da escala de rendimentos, as diferenças são bastante acentuadas não apenas no que se refere aos homens, mas especialmente às mulheres negras, que apresentam os níveis mais baixos de rendimentos em todas as situações.
Tabela 3 - Rendimento Médio Mensal dos Ocupados por Sexo segundo Raça Brasil - Regiões Metropolitanas 1998 (em reais de dezembro de 1998)
Regiões Metropolitanas Negros Não-negros
Total Mulheres Homens Total Mulheres Homens
São Paulo 512 399 601 1.005 750 1.188
Salvador 403 297 498 859 647 1.051
Recife 363 272 427 619 462 739
Distrito Federal 765 614 898 1.122 923 1.306
Belo Horizonte 444 319 670 735 548 883
Porto Alegre 409 334 472 628 504 715
Fonte: DIEESE/SEADE e entidades regionais. PED - Pesquisa de Emprego e Desemprego Elaboração: DIEESE Obs.: Raça negra: pretos e pardos; raça não-negra: brancos e amarelos As condições atuais do mercado de trabalho brasileiro e todas as questões que afetam as possibilidades de ingresso, permanência e crescimento profissional da população negra conjugam-se assim, para compor o quadro de extrema gravidade que caracteriza sua inserção no mercado de trabalho, como demonstram os indicadores selecionados apresentados a seguir.
Tabela 4- Principais Indicadores da Inserção dos Negros no Mercado de Trabalho Brasil - Regiões Metropolitanas 1998
Indicadores São Paulo Salvador Recife Distrito Federal Belo Horizonte Porto Alegre
Taxas de Participação 63,2% 60,8% 54,2% 62,6% 58,5% 56,0%
Taxas de Desemprego 22,7% 25,7% 23,0% 20,5% 17,8% 20,6%
Ocupados em Situações Vulneráveis (1) 42,4% 46,2% 44,7% 35,4% 40,3% 38,2%
Ocupados em Postos de Trabalho Não Qualificados (2) 28,6% 25,6% 24,2% 25,2% 27,00% 30,6%
Rendimento Médio Mensal dos Ocupados R$ 512,00 R$403,00 R$ 363,00 R$ 776,00 R$ 444,00 R$ 409,00
Salário por Hora R$ 2,94 R$ 2,88 R$ 2,46 R$ 5,06 R$ 2,88 R$ 2,43
Assalariados com Jornada Superior à Legal 45,3% 41,7% 50,0% 28,00% 43,5% 38,9%
Fonte: DIEESE/SEADE e entidades regionais. PED - Pesquisa de Emprego e Desemprego Elaboração: DIEESE Notas: (1)Inclui os assalariados sem carteira de trabalho assinada, os autônomos que trabalham para o público, os trabalhadores familiares não remunerados e os empregados domésticos (2) Inclui as atividades não qualificadas do grupo de ocupação da execução e as atividades de serviços gerais no grupo de ocupação de apoio Obs.: Raça negra: pretos e pardos; raça não-negra: brancos e amarelos A situação apresentada por estes dados revela um aspecto crucial da desigualdade social no Brasil: ela resulta não apenas sobre a injusta distribuição da riqueza gerada e de políticas econômicas que beneficiam grupos privilegiados desta sociedade, em detrimento dos trabalhadores. Está calcada também sobre diferenciações e comportamentos discriminatórios disseminados por todo o país. A justiça social, a igualdade de oportunidades, a cidadania plena, enfim, as condições que ofereçam a todos uma igual distribuição das possibilidades de obter seu sustento e a plena realização de suas capacidades passam, necessariamente, pela construção da igualdade racial no Brasil.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Zumbi dos Palmares

Zumbi

O Quilombo dos Palmares (localizado na atual região de União dos Palmares, Alagoas) era uma comunidade auto-sustentável, um reino (ou república na visão de alguns) formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de Portugal e situava-se onde era o interior da Bahia, hoje estado de Alagoas. Naquele momento sua população alcançava por volta de trinta mil pessoas.
Zumbi nasceu em Palmares, Alagoas, livre, no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado 'Francisco', Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa. Apesar destas tentativas de aculturá-lo, Zumbi escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou ao seu local de origem. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos vinte e poucos anos.
Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco cansado do longo conflito com o Quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa; a proposta foi aceita, mas Zumbi rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi tornou-se o novo líder do quilombo de Palmares.
Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar a invasão do quilombo. Em 6 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares foi destruída e Zumbi ferido. Apesar de ter sobrevivido, foi traído por Antonio Soares, e surpreendido pelo capitão Furtado de Mendonça em seu reduto (talvez a Serra Dois Irmãos). Apunhalado, resiste, mas é morto com 20 guerreiros quase dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695. Teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo e Castro. Em Recife, a cabeça foi exposta em praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi.
Em 14 de março de 1696 o governador de Pernambuco Caetano de Melo e Castro escreveu ao Rei: "Determinei que pusessem sua cabeça em um poste no lugar mais público desta praça, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal, para que entendessem que esta empresa acabava de todo com os Palmares."

Pescado de Wilkipedia

Fotos do ato da CUT contra a discriminação

Aqui estão mais fotos do ato  do Sindbancários de Porto Alegre em conjunto com a FETRAFI-RS(Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras) e também da Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul.

Pescadas de sindbancarios.org.br



Também pescadas de Tiago Vasconcellos.

Consciência Negra

Dia  13 de Maio

Novamente estamos diante de uma data pela qual o POVO NEGRO não tem nada a comemorar.
O POVO NEGRO deveria, sim, PROTESTAR, no dia 14 de Maio, pois foi neste dia que os negros acordaram e se deram conta de que estavam jogados na SARJETA  do mundo.
SEM TRABALHO.
SEM MORADIA
SEM TER COMO SE ALIMENTAR.
Hoje, século 21, a situação permanece a mesma, se você é negr@, tente conseguir emprego em um Banco privado como por exemplo o banco Itau que  que em 2010 foi o banco que apresentou o maior lucro da historia do SISTEMA FINANCEIRO. Pois bem, eu lhe digo: Você tem muito poucas chances...(Ou a Maxima) Você não se enquadra no perfil...

Saibam trabalhadores e trabalhadoras,  negros e negras, que enquanto existir a "DISCRIMINAÇÃO RACIAL", enquanto um gerente ou uma gerenta de agencia aconselharem uma funcionária negra a fazer "LUZES" nos cabelos, ou um funcionário negro a usar "LENTES DE CONTATO, VERDES OU AZUIS", em prol do bom atendimento aos clientes.
Estaremos sim diante do RACISMO. estaremos sim diante da DISCRIMINAÇÃO.
Não podemos virar as costas para mais de 50 por cento da população brasileira, achando que o DEUS MERCADO, dita as regras e que não é interessante ter um negro ou uma negra na linha de frente para vender produtos de um banco ou de qualquer industria ou comercio.
"NÃO SOMOS TODOS UMA ÚNICA RAÇA HUMANA?"

Neste sentido a CONTRAF está orientando atos , para o dia 13 de maio, em protesto contra a discriminação nas  contratações de  negras e negros, bem como portadores de deficiência.

Nesta Sexta-feira 13, o Sindibancários de Porto Alegre promoveu ato em conjunto com a CUT-RS, na Esquina Democrática às 12:00hs,

Abraço a todos e boa Semana.
Edison Moura
Diretor FETRAFI-RS