terça-feira, 13 de setembro de 2011

Escravidão no Rio Grande do Sul

A escravidão no Rio Grande do Sul

O negro, um dos elementos formadores do povo do Rio Grande do Sul, foi traficado para cá desde o século XVIII, sendo utilizado como mão-de-obra para todo tipo de serviço.
Com o fim das Reduções Jesuíticas, após as Guerras Guaraníticas (1753 - 1756), o gado criado pelos índios catequizados e pelos padres jesuítas reproduziu-se de forma selvagem, dando o ímpeto necessário para que colonos portugueses (notadamente paulistas) instalassem instâncias para arrebanhar e invernar essa espécie.
Assim, surgiu uma classe pecuarista, que iniciou uma indústria de charqueadas que substituiu a carne de sol nordestina na alimentação dos escravos do centro do país e do nordeste.
Do século XVIII ao XIX, a indústria empregou inúmeros escravos. As condições de trabalho eram severas e, em geral, o negro das charqueadas tinha uma expectativa de vida abaixo do escravo de outros segmentos e atividades.
Os escravos gaúchos passaram por torturas e sofrimentos tão ou mais bárbaros do que os aplicados no resto do Brasil. A lenda do Negrinho do Pastoreio, que foi comido vivo por formigas, nada mais é que a representação de um meio de tortura.
Porto Alegre perdeu quase todos os vestígios que testemunham o sofrimento do povo negro. Há muito se perdeu a lembrança do Pelourinho (que ficava em frente à Igreja das Dores) e do mercado de escravos (localizava-se ao lado do Mercado Público, onde hoje é o terminal de ônibus). Porém a ponte de pedra, o Mercado, o antigo Palácio do Governo, o Solar dos Câmara e a própria Igreja das Dores são obras edificadas pelo trabalho de povos e nações oprimidas e transformadas em máquinas humanas.


Postado por oEdison Moura(Dir. FETRAFI-RS)

Fonte:  Pericles Gomide Filho(Acessor Técnico/ Diretoria de Formação do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região.

Nenhum comentário:

Postar um comentário